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Devorados


Ficção, não ficção, teatro, quadrinhos, literatura infantil, de tudo um pouco. Aqui compartilhamos o que a nossa equipe está lendo.


  • Fuga da Sibéria, de Liev Trótski

    por Anna Ferrari

    “Muito bem escrito, irônico e assertivo. Trótski era muito jovem e já tinha enorme consciência política. Dá pra sentir a comoção dos guardas e sua empatia com os presos, numa prévia do que depois se mostrou o levante popular da revolução. É também muito iconográfico ao mostrar a pobreza e a natureza gélida da Sibéria.”

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  • Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves

    por Anna Ferrari

    “Este romance necessário permite voltar para o início do século XIX através do olhar de uma mulher negra – a infância na África, sua escravização e sua trajetória para a liberdade –, descrevendo com intimidade o horror da escravidão e da construção do Brasil.”

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  • Anna Kariênina, de Lev Tolstói

    por Anna Ferrari

    “Cada cena é um prazer. O mais lindo é que Tolstói conta uma história de amor em uma sociedade conservadora, trazendo questões de liberdade e igualdade para dentro da narrativa. Você se apaixona por ele!”

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  • Ubu rei ou Os poloneses, de Alfred Jarry

    por Anna Ferrari

    “Esta edição especial tem duas coisas maravilhosas: a pesquisa iconográfica e a tradução do Gregorio e da Barbara Duvivier, que ressalta o humor do texto. É muito bonito poder ver imagens de encenações da peça e obras de Lina Bo Bardi, Picasso, entre outros. E o livro é uma grande e divertida metáfora do político bufão, que faz muito sentido nos nossos tempos.”

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  • Simples, de Yotam Ottolenghi

    por Anna Ferrari

    “Ottolenghi é um chef israelo-britânico. Desde 2008, eu acompanho seus livros e vídeos. Simples tem receitas com influência da culinária do Oriente Médio. As receitas têm ingredientes que eu, de família argentina e italiana, não conhecia. Gosto da ideia de conhecer uma cultura por sua culinária. Costumo seguir a receita só da primeira vez, depois vou adaptando, mas as desse livro acabo seguindo à risca, porque são fáceis de memorizar, além de muito saborosas. “

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  • Via Ápia, de Geovani Martins

    por Thiago Salles Gomes

    “Gostei bastante porque o livro revela que a violência absoluta não impede que as vítimas prossigam com uma vida que contém alegria e esperança. Os aditivos fazem as vezes dos antidepressivos e as conversas da turma são psicoterapia para os perrengues.”

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  • Onde pastam os minotauros, de Joca Reiners Terron

    por Thiago Salles Gomes

    “Acontece no Centro-Oeste grande parte da economia brasileira “bem-sucedida”. As personagens do livro são minhas conhecidas porque trabalhei na região e ali presenciei a precariedade da vida e a desumanização decorrentes da industrialização da produção agrícola. Dentro dessa situação crítica, a narrativa consegue lirismo e humor explorando mito, ciência e arte. Li e reli. Conhecer esse Brasil que ocupa um grande território ainda é bem pouco explorado pela literatura.”

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  • Mulher feita e outros contos, de Marilene Felinto

    por Thiago Salles Gomes

    “O livro me levou diretamente para minha história familiar, como no conto “Canja”. Para mim, cada conto foi criando um mosaico que começa com a maneira de escrever com a própria voz, essa voz a princípio insegura e insuficiente para as histórias que carregamos.”

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  • Correntes, de Olga Tokarczuk

    por Thiago Salles Gomes

    “Quando comecei a ler, pensava ‘nada a ver’, o livro lá longe, em outros mundos, e eu aqui em São Paulo, pandêmico, isolado; mas já na segunda página, surgiu uma sensação compartilhada: descobrir a própria existência!” 

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  • Algumas notas do dia a dia, de Christina Sharpe

    por Natalia Oliveira

    “De tirar o fôlego. É impressionante a maneira como Sharpe expõe pensamentos complexos, como as lógicas de poder que sobrepõem narrativas e deixam buracos nas histórias e nas subjetividades de quem busca se encontrar nelas. Sharpe constata esses buracos e nos oferece compromissos existenciais com a vida, o prazer e a beleza.”

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  • O dia e a noite, de Georges Braque

    por Rita Palmeira

    É um livro muito bonito, bem curtinho e que mostra um artista que, espirituosamente, faz do aforismo um meio para que ideias conflitantes coexistam.

  • Faca: reflexões sobre um atentado, de Salman Rushdie

    por Rita Palmeira

    “Um dos momentos mais bonitos do livro é quando ele imagina uma conversa com o homem que o esfaqueou. Ali, Rushdie faz a defesa da imaginação e da não literalidade da palavra. Ou seja, uma defesa da literatura. Uma beleza.”

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  • John, de Julia de Souza

    por Rita Palmeira

    “Gostei muito. É um livro muito bonito, pela precisão da linguagem, pela capacidade de concisão na história de uma vida e pela sobriedade (em absoluta consonância com o personagem) na narrativa do luto.”

  • O que aconteceu após Nora deixar a Casa de Bonecas ou Pilares das Sociedades, de Elfriede Jelinek

    por Rita Palmeira

    “Apesar de não muito conhecida por aqui, a escritora austríaca Elfriede Jelinek é uma das maiores escritoras vivas de língua alemã, ganhadora de vários prêmios, incluindo um Nobel. Nessa peça, Jelinek continua a história de Nora, a protagonista de A casa de bonecas. Retoma com brilho raro a perspectiva feminista da personagem de Ibsen e alia a isso uma discussão sobre as bases da exploração capitalista e, claro, patriarcal. Parece antigo? Pois não podia ser mais atual. “

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  • A filha única, de Guadalupe Nettel

    por Rita Palmeira

    “Um livro muito bem-urdido sobre a relação da mulher com a maternidade: ainda que organizado em torno da protagonista, Laura, reúne, com generosidade, personagens cujas perspectivas se veem revolvidas pela história de outras mulheres. É leitura para devorar em pouco tempo.”

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  • O quarto de Giovanni, de James Baldwin

    por Rita Palmeira

    “Ótimo! Aqui, a felicidade, velha promessa americana, é efêmera porque atormentada. David é americano e vive em Paris, tem uma namorada e se apaixona por Giovanni. É um outsider que se desloca pelo mundo estabelecido.”

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  • O lugar, de Annie Ernaux

    por Rita Palmeira

    “É um livro fora de série. Transformada pelo êxito escolar, a narradora se desloca de sua posição social de origem ao tratar de sua relação com o pai, que, ao contrário dela, permaneceu onde sempre esteve.”

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  • O problema dos três corpos, de Cixin Liu

    por Arthur Mello

    “A pergunta sobre estarmos sozinhos no Cosmos é incontornável. E Cixin Liu oferece uma visão única desse conflito. É difícil parar de ler. A história é fascinante e recomendo muito.”

     

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  • Os amnésicos, de Géraldine Schwarz

    por Arthur Mello

    “O nazismo nunca morre: é uma das conclusões de Géraldine Schwarz em Os amnésicos. A partir de sua história, a autora reflete sobre a participação do cidadão comum no Terceiro Reich. Um livro que é ‘uma memória, uma história e um aviso’.”

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  • Lições de felicidade, de Ilaria Gaspari

    por Arthur Mello

    “O ensaio é bastante autoral, até confessional. É um texto bem-humorado, irônico e que permite uma reflexão real do que é felicidade e como podemos seguir essa busca de formas distintas.”

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  • Comporte-se, de Robert M. Sapolsky

    por Arthur Mello

    “É um compêndio sobre a natureza humana. Sapolsky propõe uma discussão sobre livre arbítrio, o bem e o mal, e dá uma dimensão de como a gente pode ter comportamentos confusos e antagônicos.”

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  • Flores de verão, de Tamiki Hara

    por Arthur Mello

    “Flores de verão mostra o lado ignorado pelo aclamado filme (e livro) Oppenheimer.  Tamiki Hara sobreviveu à explosão da bomba atômica de Hiroshima e narra o antes, o durante e o depois do infame 6 de agosto de 1945. A edição conta com imagens perturbadoras da tragédia e foi traduzido diretamente do original japonês. Dizem que a história é escrita pelos vencedores. Flores de verão nos obriga a olhar a catástrofe que a bomba significa para a humanidade com outra perspectiva.”

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  • Deslumbramento, de Richard Powers

    por Maria Emilia Bender

    “Gostei muito. E ao longo da leitura me lembrei de três livros excelentes: Cidades invisíveis, do Italo Calvino, Os sobreviventes, do Bernardo Carvalho, e A estrada, do Cormac McCarthy.”

  • Não me pergunte jamais, de Natalia Ginzburg

    por Maria Emilia Bender

    “A velhice, a infância, a preguiça, a ópera, a psicanálise, um filme, uma poeta, um pintor, um ator… e até Deus. Ensaios, crônicas e memórias publicados no final da década de 1960 que nos dão um retrato da época e da formação dessa escritora maravilhosa.”

  • Blue nights, de Joan Didion

    por Maria Emilia Bender

    “No embalo da leitura de Rastejando até Belém, reli o sensacional O ano do pensamento mágico e descobri que não sabia da existência de Blue Nights. Estou siderada pela autora!”

  • Correio literário ou como se tornar (ou não) um escritor, de Wisława Szymborska

    por Maria Emilia Bender

    “Das coisas mais engraçadas que já li. A poeta tinha uma coluna num jornal, na qual avaliava, sob pseudônimo, originais que os leitores (pobres leitores!) enviavam. E as respostas eram assim: ‘Vamos dizer logo uma coisa que vai deixá-la muito chocada: a senhora é uma pessoa por demais ingênua e singela para escrever bem’.”

  • A mais recôndita memória dos homens, de Mohamed Mbougar Sarr

    por Maria Emilia Bender

    “O protagonista, um jovem escritor senagalês que mora em Paris, procura desesperadamente as pistas de um misterioso livro publicado em 1938 — e, hoje diríamos, cancelado. O romance de Sarr se constrói nos moldes de As mil e uma noites, um história que se enreda na outra, que, por sua vez, etc. E tem o frescor e o viço dos personagens escritores de Bolãno, sempre a refletir sobre a vida, a arte e, mais que tudo, a interseção entre elas. De lamber os beiços depois de devorado.”

  • Virgínia mordida, de Jeovanna Vieira

    por Leana Ferreira

    Jeovanna chama atenção para uma situação que muitas de nós, mulheres, acreditamos estar distantes de vivenciar, mas que pode nos atingir sem que percebamos: a violência dentro de um relacionamento amoroso. Ela ressalta a importância de acender o alerta ao menor sinal de agressividade.

  • O invencível verão de Liliana, de Cristina Rivera Garza

    por Leana Ferreira

    “Ver a dor dessa família que foi forçada a conviver com a falta é de cortar o coração, principalmente quando conhecemos mais de Liliana e de sua jovialidade. Por isso, é importante mostrar que essas vozes continuam e continuarão ecoando. É isso que Cristina Rivera faz.”

  • Tornar-se negro, de Neusa Santos Souza

    por Leana Ferreira

    “Importante leitura para compreender os processos de construção das identidades no Brasil. Os relatos de pessoas que são negras mas nem sempre se viram assim trazidos por Neusa nos fazem pensar em como a falta – ou presença – de uma identificação pode determinar as vivências de alguém.”

  • Louças de família, de Eliane Marques

    por Leana Ferreira

    “Um romance que põe o dedo nas feridas da escravidão que reverberam até hoje. Ao abrir as páginas dessa história que mistura o português, o espanhol e o iorubá, abrimos também um armário que não guarda apenas as louças polidas no casarão colonial, mas um enredo comum a tantas famílias negras que há muito serviram e continuam servindo uma burguesia tirana. Ler esse livro foi como revisitar uma memória da qual sou herdeira, mesmo sem ter vivido na pele.”

  • O feminismo é para todo mundo, de bell hooks

    por Leana Ferreira

    “Sinto que o contexto social do qual eu vim, em relação a religião, crenças e valores, limitava meus pensamentos sobre questões coletivas como feminismo, sexualidade e política. Esse livro foi uma forma de começar a mudar isso.”

  • Flores para Algernon, de Daniel Keyes

    por Leana Ferreira

    “O livro traz uma reflexão sobre o preconceito com o que é diferente, sobre quão cruéis as pessoas podem ser, e mostra que nem sempre a realidade que percebemos existe. Foi uma leitura incrível e perturbadora, que me fez chorar do início ao fim.”

  • Gravidade, de Steve Paxton

    por Nina Knutson

    Foi muito bom reler esses escritos, que parecem pensamentos em voz alta do autor. Paxton compartilha um exercício ao mesmo tempo meditativo e filosófico. O leitor é também levado a uma atenção profunda a seu corpo, à medida que o processo vai inevitavelmente ficando mais consciente e racionalizado. Uma viagem.

  • Formas feitas no escuro, de Leda Cartum

    por Nina Knutson

    Eu amo sonhar, e os textos que compõem o livro parecem falar dessa matéria produzida quando baixamos a guarda da consciência. Eu os li aos poucos, sempre antes de dormir, e eles acabavam interferindo nos meus próprios sonhos – assim como meu estado de sonolência afeta minha leitura. Uma infinitude de sentidos que se formam, imagine.

  • Ensinando a transgredir, de bell hooks

    por Nina Knutson

    “Livro muito poderoso, para desacomodar o pensamento e as nossas práticas diárias! A escrita de bell hooks é energizante e propõe estratégias para transformar a sala de aula – e qualquer ambiente de ensino – num lugar de entusiasmo pelo aprendizado.”

  • 07 notas sobre o apocalipse ou poemas para o fim do mundo, de Tatiana Nascimento

    por Nina Knutson

    “tatiana nascimento, em minúscula como ela usa, tem uma escrita grandiosa. O livro é curtinho, tem 7 poemas que falam de amor e política com um texto fresco e original. No apocalipse, ela inventa um cuíer paradiso e afirma que ‘o final é o avesso do nada’. Para o fim do mundo, poemas de tesão, revolução, coragem e calma.”

  • Submundo, de Abdias Nascimento

    por Flávia Santos

    “Um relato muito lúcido e ao mesmo tempo sensível sobre o cárcere quando se está privado de coisas banais.”

  • Assata, de Assata Shakur

    por Flávia Santos

    “A autobiografia da Assata Shakur é de extrema importância para quem acredita que a mudança vem pela atuação política e, mais do que isso, pelo radicalismo vivo e voraz. O radicalismo de Assata, por sua voz, é uma injeção de ânimo.”

  • A quinta estação, de N. K. Jemisin

    por Flávia Santos

    “A escrita da Jemisin é surpreendente e irretocável! Achei a construção das personagens e o foco narrativo perfeitos. Você é sugado pela história, é completamente viciante. A trilogia fala muito com os dias de hoje, nossos dilemas estão ali. Apenas leiam!”

  • O essencial de perigosas sapatas, de Alison Bechdel

    por Flávia Santos

    “Gostei muito do humor, da contextualização histórica e do jeitão de novela/folhetim das tiras.”

  • Sangue no olho, de Lina Meruane

    por Flávia Santos

    “Achei o livro excelente, 5 estrelas. Destaco a dureza da narrativa e o uso da memória e dos outros sentidos para criar as imagens no texto.”

  • Continuo Preta, de Bianca Santana

    por Flávia Santos

    “Além de ser um livro muito bem escrito, gostoso de ler, ele dá um histórico animal sobre o movimento negro no Brasil, incluindo indicações de outras leituras. É um ótimo livro para quem quer conhecer mais sobre a trajetória da Sueli e do movimento negro.”

  • Semente originária, de Octavia Butler

    por Flávia Santos

    “Escolhi ler porque estava numa ‘ressaca literária’, e sempre que isso acontece eu volto pros meus escritores favoritos. A escrita da Octavia é impecável e as histórias colocam em perspectiva as dinâmicas de poder, as questões raciais e de gênero. Durante a leitura lembrei muito da filósofa Denise Ferreira da Silva e sua ideia global de raça.”

  • Metamorfoses, de Emanuele Coccia

    por Maurício Gonzaga

    “Metamorfose e transformação são um tema que tem me chamado a atenção, ainda que eu não saiba bem o porquê. É sobre isso que tenho lido e pensado, e o livro mergulha no tema de uma maneira muito interessante.”

  • Nossos mortos em nossas costas, de Audre Lorde

    por Maurício Gonzaga

    “Audre Lorde nos desloca, cria um efeito de sublimação com a forma como constrói sua poética. Em um mesmo poema, ela consegue criar uma estreita relação entre fatos, lances, momentos de afeto, ternura romântica, nomes e lugares onde aconteceram atrocidades contra o povo preto.”

  • Quando o Sol aqui não mais brilhar: a falência da negritude, de Castiel Vitorino Brasileiro

    por Maurício Gonzaga

    “Lá pela página 28 sua cabeça já vai estar rachada ao meio. Antes do fim você provavelmente sentirá certo desconforto de estar pensando o que ela está propondo. E depois do fim virá a vontade de reler. Quando o sol aqui não mais brilhar nos lança ideias de um além da raça, um caminho para liberdade, uma outra relação com a morte, o fim do mito da forma eterna e nos abre para as memórias da transfiguração.”

  • Lutas e metamorfoses de uma mulher, de Édouard Louis

    por Melvim Brito

    “Espécie de arqueologia afetivo-social, os dois livros são o resultado de um olhar libertador de Édouard Louis diante das nuances da vida. O perdão é o que Eduard Louis afirma ter descoberto ao escrever sobre sua família e seu passado. Um pai conservador e homofóbico, e como a política ajudou a criar esse homem violento; uma mãe que rompe com a opressão machista e decide viver sua vida. Dois fortes livros de um autor de quem pretendo ler tudo!”

  • Quem matou meu pai, de Édouard Louis

    por Melvim Brito

    “Espécie de arqueologia afetivo-social, os dois livros são o resultado de um olhar libertador de Édouard Louis diante das nuances da vida. O perdão é o que Eduard Louis afirma ter descoberto ao escrever sobre sua família e seu passado. Um pai conservador e homofóbico, e como a política ajudou a criar esse homem violento; uma mãe que rompe com a opressão machista e decide viver sua vida. Dois fortes livros de um autor de quem pretendo ler tudo!”

  • Bate um coração, de I Acevedo

    por Melvim Brito

    “A forma como i acevedo pontua seu direito ao desejo e ao amor em justaposição com seu ofício – e também direito — de escrever foi o que mais me impressionou na leitura.”

  • Bendita seja a filha criada por uma voz em sua cabeça, de Warsan Shire

    por Melvim Brito

    “Seleção de poemas feitos como um palimpsesto de caminhos, vivências, deslocamentos, estímulos e olhares. Do traçar das origens, do orgulho dos passos, da luta pela vida e seu lugar, Shire define sua permanência entre os maiores nomes da poesia contemporânea dos EUA.”

  • Poeta chileno, de Alejandro Zambra

    por Melvim Brito

    “Zambra cria personagens como quem cria poemas despretensiosos que não nos largam. Poeta chileno é uma espécie de cartografia sentimental do humano: Um livro que deixa saudade.”

  • A água é uma máquina do tempo, de Aline Motta

    por Irene de Hollanda

    “A forma como a Aline Motta constrói essa narrativa autobiográfica, em um jogo de investigar memórias incompletas, é arrebatadora. Entre versos, documentos, recortes, fotografias e mapas, vai se formando uma genealogia ao mesmo tempo fragmentada e tão rica em particularidades.”

  • As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto

    por Irene de Hollanda

    “Adorei. Uma mulher nordestina em busca de suas origens ganha narrativa ao mesmo tempo afiada e super poética.”

  • Expedição: nebulosa, de Marília Garcia

    por Irene de Hollanda

    “Como acontece com a famosa escultura que Richard Serra certa vez instalou na Federal Plaza, esse livro nos leva a um desvio de caminho. Quando nos damos conta, já somos parte de uma experiência, de um percurso, e vamos descobrindo que, ao entrar em um poema, não sabemos muito bem aonde vamos terminar. É um livrão. Versando sobre arte contemporânea, botânica, cartografia, memória ou sobre linguagem, Marília Garcia inventa um jeito muito particular de escrever poesia e de envolver o leitor no processo de escrita.”

  • Somos inteligentes o bastante para saber quão inteligentes são os animais?, de Frans de Waal

    por Fernanda Diamant

    “Vários livros ótimos sobre a inteligência dos animais foram publicados nos últimos anos. Se eu precisasse escolher um ponto de partida, seria esse, que saiu em 2016 originalmente. Frans de Waal é um primatólogo holandês que escreve maravilhosamente bem, e esse livro já é um clássico.”

  • Vista chinesa, de Tatiana Salem Levy

    por Fernanda Diamant

    “Esse livro tem uma perfeição formal, um texto muito lapidado, e ao mesmo tempo um impacto enorme do ponto de vista da força do tema. É trágico, mas não cai em nenhuma armadilha das muitas possíveis quando se fala de violência. É também muito rápido de ler, devorei em uma noite, mas perdura.”

  • No vestígio: negridade e existência, de Christina Sharpe

    por Fernanda Diamant

    “A Sharpe mistura várias disciplinas para falar do que é a vida negra pós-escravidão e de como as marcas da violência permanecem, mesmo em contextos diversos. E, poeta e artista que é, ela faz isso a partir de imagens. Uma das mais fortes e que dá origem ao livro é a dos rastros deixados pelos navios negreiros que levavam pessoas escravizadas aos Estados Unidos. A leitura de No vestígio instiga e faz pensar no Brasil.”

  • Aimó, de Reginaldo Prandi

    por Ana Keli de Oliveira

    “Obras como esta – que conta a história de uma menina africana escravizada que morre e acorda num mundo sem memória de sua identidade – são leitura obrigatória para nós descendentes de corpos escravizados e para quem quer encampar conosco pauta e postura antirracistas.”

  • Com qual penteado eu vou?, de Kiusam de Oliveira

    por Ana Keli de Oliveira

    “Literatura infantil necessária pela sua representatividade! Nós pretos, adultos ou crianças, reverenciamos obras com a de Kiusam por nos retratar para além da escravidão. Torço para que mais e mais livros como este sejam adotados em sala de aula. Seria um ótimo começo para uma educação transformadora.”

  • Amores surdos, de Grace Passó

    por Raquel Diamant

    “Amo Grace Passó! Daquelas leituras a jato… Uma família que sofre com a comunicação, um filho que mora no exterior, uma adolescente sempre de fones, um telefonema… e pitadas de elementos mágicos e trágicos. Linguagem e temática mais atuais que nunca!”

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